CLEMENTINO: NEOLIBERALISMO AGRAVA A SITUAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL - NDM ONLINE | NOTÍCIAS, VÍDEOS, PODCAST, OFERTAS E DESCONTOS IMPERDÍVEIS!

Post Top Ad

CLEMENTINO: NEOLIBERALISMO AGRAVA A SITUAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL

#ESPALHE!
COLUNAS  As medidas econômicas do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro que empurram o país para o abismo do ultraliberalismo tem sido analisadas por economistas renomados do Brasil e mundo a fora, e a parte mais  sensata e civilizada da sociedade civil Brasileira já começa a enxergar isso. Gostaria de alertar os ainda desatentos, para um aprofundamento do que chamo de 'tsunami de privatizações',em curso por esse  desgoverno insensível as Classes do pais. "Os bancos públicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal. Tudo isso tá na mira desse pessoal maldito e entreguista". Eu não  acredito em mudanças positivas em nossa  economia e no investimento público já comprometido com a Emenda 95, assinada em 2016 pelo governo Michel Temer, congelando por 20 anos os gastos sociais em áreas essenciais, como educação, saúde e assistência social. Como sempre digo o pacote de maldade esta alem de Bolsonaro, desde Temer a Barbare se iniciou com reforma trabalhista e lei das terceirizadas que em nada ajudou o Brasil na geração de empregos , pelo contrario lesou o trabalhador retirando direitos.

Muito pouco foi anunciado de fato, Bolsonaro não tinha programa de governo, não só na área de economia, mas em diversas áreas. O que aconteceu é que na área de economia, a despeito de não ter um programa explícito, eu consegui deduzir o que viria pela frente considerando as características dos tais superministros como o Paulo Guedes que é uma grande piada no exterior e só vale alguma coisa para Olavo de Carvalho e Bolsonaro.

Ele é um economista ultraliberal desalmado, daqueles que acham que o Estado, a princípio, não deveria nem existir. Porém, como o Estado precisa existir dentro da economia capitalista, porque na economia de mercado ele tem que garantir as regras, a garantia jurídica dos contratos. Então, admite-se o Estado, mas ele tem que ser o menor possível. Tem que se meter o menos possível no jogo do mercado.

Isso leva a um aprofundamento do programa neoliberal que foi abraçado integralmente desde o governo Temer. Na realidade, nos governos anteriores do PT não se abandonou o neoliberalismo por completo. Em muitos momentos, a política econômica teve em determinados setores implantação de medidas  neoliberais, mas algumas coisas foram contra. Por exemplo, houve um breque nas privatizações, os próprios programas sociais, pelos impactos que tiveram, acabaram influenciando o fortalecimento do Estado, o que não era bem visto pelo liberalismo e o neoliberalismo. A política externa foi também o contrário do que se esperava de uma país neoliberal e isso obviamente não agradava os EUA que sempre desejou dominar a América Latina através de um pacote neoliberal completo a exemplo da atualidade em curso hoje no pais.

O governo Bolsonaro esta aprofundando isso. Não há dúvida pelo perfil do Paulo Guedes que coisa pior vem por ai.

O que isso significa ?

Bom, é toda a tentativa de reduzir ainda mais o papel do Estado. Neste bojo, vai a continuidade da redução dos direitos trabalhistas, a usurpação dos direitos trabalhistas, até a reforma da Previdência e a privatização em alto grau.

É a privatização de tudo o que se conseguiu preservar, bem ou mal, deste tsunami de privatizações que já vem desde os anos 1990. Os bancos públicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal, mas o controle ainda é do Estado. Tudo isso tá na mira desse pessoal.

Há uma contradição entre o que o Paulo Guedes representa e o discurso nacionalista do Jair Bolsonaro que, olhando para outros governos autoritários, tem perfil de maior participação e controle do Estado.

Isso se relaciona também com a questão de chamar ou não este governo de fascista. Essa ideologia ou essa forma de gerir o Estado, de fascista. No fascismo clássico, aqueles movimentos políticos que deram origem ao termo eram supernacionalistas. Esse nosso não. Ele é hierárquico, é autoritário, mas no nacionalismo, mesmo o pregado por Bolsonaro, é um nacionalismo de fachada.

Um verdadeiro e autêntico nacionalista não bate continência para outra bandeira que não seja a sua que dirá a bandeira [norte-] americana, que Brasil acima de tudo e abaixo de Deus é esse, os EUA agora é Deus?,. Por que bater continência para uma bandeira que não é a do meu país? Esse nacionalismo do Bolsonaro, pra mim, é de fachada igual o conceito de familia dele.

Anteriormente, ele abraçou algumas ideias contra as privatizações e coisa e tal, que aí sim haveria o choque com essa visão do Paulo Guedes. Mas, certamente, foi dito que se [Bolsonaro] continuasse com essa visão, ele não conseguiria o apoio do mercado, dos ultra-ricos e dos setores que queriam varrer a Chamada esquerda do comando do País. Daí, rapidamente, ele apareceu com o Paulo Guedes e mudou o discurso.

Bolsonaro anunciou posições sobre a política econômica e relações internacionais  que tiveram forte impacto na economia. Uma delas foi tomar partido nessa guerra comercial entre EUA e China. Ele  também se enrolou todo em levar a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Os três maiores produtos de exportação do Brasil são atualmente: o minério de ferro, a soja e o petróleo cru. E a China é o nosso maior parceiro. E temos também os países árabes no caso da carne de boi, que é o quinto ou sexto produto. Depois do petróleo, vem o café e o açúcar. Nós temos um único produto industrializado na lista dos dez principais itens de exportação, em termos de valor, que são os automóveis. E o nosso principal comprador de automóveis é a Argentina, com quem o Bolsonaro também anda se  indispondo frequentemente por conta dessa paranóia, porque disse que não ia fazer a primeira visita à Argentina, porque descobriu que o Macri [presidente argentino] tinha elogiado o Fernando Haddad [candidato do PT nas eleições 2018] em algum momento da vida; então, é de uma infantilidade inacreditável vinda de um presidente da república.

Eu penso que os exportadores estão se mexendo muito para consertar os estragos [das falas e ameaças de Bolsonaro] porque o grande capital exportador de bens agrícolas e de baixo valor agregado, que é o que nos tornamos infelizmente, não devem estar nem um pouco tranquilos com esse tipo de posicionamento. Porque está indispondo o país, do ponto de vista diplomático, com os principais parceiros dos principais produtos que o Brasil tem para exportação.

Se a gente tem hoje uma relativa tranquilidade, do ponto de vista das contas externas, pelo nível de reservas que conseguiu acumular, é pelo fato que esses produtos foram muito bem sucedidos nos últimos anos em termos de preços e volumes e isso é mérito de governos anteriores.

Também tem a posição do Bolsonaro em relação ao Mercosul. Ele disse que não vai priorizar os acordos feitos no âmbito do Mercosul.

Não à toa a [Confederação Nacional da Indústria] CNI se posicionou contra essa ideia do Bolsonaro, porque os nossos parceiros compradores dos poucos produtos industrializados do Brasil, onde a gente tem alguma importância e relevância, são os países do Mercosul. No caso dos carros, as vendas são quase 100% para países latino-americanos e a maioria do Mercosul.

Até antes do golpe de 2016, a política externa do Brasil, com o chanceler Celso Amorim, a quem eu respeito muitíssimo, era uma política externa altiva e ativa. Altiva porque não faziamos alinhamentos incondicionais com ninguém. Ativa pelo motivo de mobilizar as forças do mundo fora do eixo dos países mais desenvolvidos, para reequilibrar o mundo de alguma forma, por meio da diplomacia. A diplomacia sempre teve consequências efetivas e materiais em qualquer economia.

Toda movimentação em torno dos BRICS [bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], o Brasil teve um papel fundamental, foi a secretaria. A disposição da diplomacia brasileira em construir efetivamente os BRICS foi fundamental e o mesmo foi com o Mercosul. Isso desagrada um país imperial e imperialista como os EUA. Eles não ficam tranquilo com isso. Eles estavam vendo aqui os potenciais rivais, o Brasil menos enfim, mas a China, Rússia e Índia se unindo junto com o Brasil e África do Sul. Foi se criando uma força que começou a incomodar.

O mesmo acontece com o Mercosul, porque se o Mercosul se fortalece o alinhamento quase automático que os países da América Latina tiveram, ao longo do século 20 todo, com a política americana deixa de existir.

Isso aconteceu quando se combinaram vários governos de países da América Latina indo para o centro e centro-esquerda. Isso fortaleceu a ideia do Mercosul e afetou, por esse lado, os interesses dos americanos.

O governo Bolsonaro já se aliou claramente ao governo americano incondicionalmente. Voltou a ser uma relação inerte e subserviente.  Em vez de altiva passa a ser subserviente à grande potência americana, como se isso fosse uma boa medida para a economia, e não é.

Alguns especialistas dizem que no começo desse   desgoverno ainda pode acontecer um “voo de galinha”, dando a impressão de melhora curta com algumas medidas. Mas eu não acredito

Pelo contrário acho difícil até pelo comportamento da economia agora no último trimestre. Quando um governo ganha, e este não é um governo de continuidade e que, a princípio, deve mudar muita coisa, nem a economia e nem a sociedade esperam o calendário virar para o dia 1º, para pensar diferente ou agir diferente, tomar decisões de modo diferente povo não vai aguentar.

Hoje o que faz com que a economia tenha um crescimento tão pífio, e o desemprego se alastre, é que a taxa de investimento brasileira está muito baixa, baixíssima e vai piorar pois estão aniquilando a base de sustentação da economia que é a sociedade. A gente quando tem a ajuda de componente interno não fica tão ruim, mas quando não tem piora muito.

O investimento público está absolutamente contraído por conta da política da austeridade, da política da PEC dos gastos [Emenda 95] e tudo mais.  precisamos cortar os gastos e o primeiro gasto que tem de corta é aquele que você pode decidir se faz ou não, que são os investimentos, porque tem muitos gastos que são impositivos e não dá para cortar.

Por isso, os investimentos públicos já estão afetados há muito tempo desde o governo Temer e os investimentos privados precisam primeiro poder formar expectativas, com segurança, e que essas expectativas sejam boas.

Quando há uma mudança de governo isso já começa a ser sentido na economia, já começa a ter um reflexo imediato. As pessoas sabem que vai mudar o governo e melhorar isso é perceptível. Então, se houvesse algum impacto pelo simples fato da mudança [eleição do Bolsonaro] isso já teria acontecido de forma significativa . E pelo o que indicam os dados do terceiro trimestre, a produção industrial vai cair mais uma vez. Com muita boa sorte a gente vai fechar o ano com 1,4% de crescimento, o que é pífio considerando que a gente teve mais de 8% de queda do PIB [Produto Interno Bruto], em 2015 e 2016.

“devemos lutar contra a desigualdade que anda em níveis gritantes . Se não fizermos nada, o país pode implodir. Sejamos  cidadãos cada vez mais ativos para que o país se torne de fato eficiente, com mais afeto e menos desigual que tenha  identidade politica e econômica própria e não caminha pela esquerda,  pela direita, nem pelo caminho apontado pelo centrão. Mas pelo seu próprio caminho.

ATENÇÃO! Esse é um espaço democrático que o NDM abre para que correntes de pensamentos possam ser expressos pelos nossos colunistas. No entanto as opiniões expressas neste espaço, não necessariamente correspondem as opiniões do NDM.

❚ LUCIANO CLEMENTINO, ATIVISTA POLÍTICO: COMENTARISTA / COLUNISTA NO NDM ONLINE ❚




❚ INFORME NDM ❚
GABINETE DA ALERJ EM FRAGOSO — Agora moradores tem o gabinete oficial da Alerj em Magé, O gabinete do deputado estadual Vandro Família (SD-RJ) está localizado na Avenida Automóvel Clube, ao lado do Posto 24h do Fragoso. A ideia é encurtar a distância e promover a aproximação do mandato do deputado mageense. A iniciativa visa atender os moradores da melhor forma possível, buscando a integração da população com a ALERJ.
   
VISUALIZAÇÕES DO INFORME NDM
Contador de visitas


  
✪ PRIVACIDADE: TERMOS!

Post Bottom Ad

Pages