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TARJA PRETA: MILÍCIAS E TRÁFICO, E AGORA WITZEL?

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COLUNAS NDM  — Vou te provocar! Você mora em uma área comandada por traficantes ou milicianos? Perguntinha espinhosa essa, não é...?!  mas em qualquer  cidade da região metropolitana da cidade do Rio de janeiro, ou tem traficante ou miliciano. Antigamente o tráfico de drogas agia de maneira glamourosa, pois onde o Estado não entrava o tráfico imperava, pois distribuía assistencialismo aos mais necessitados das comunidades ou favelas, o tempo passou e o glamour acabou, os traficantes ficaram mais violentos e as benesses distribuídas por eles acabaram, até por que o traficante de antigamente conseguia ultrapassar a barreira dos 40 anos de idade, hoje em dia essa idade encurtou e os mais jovens não entendem ou passaram por necessidades básicas, então, o glamour acabou.

Com a truculência e a violência dos traficantes que expandiram seus territórios descendo o morro e delimitando suas áreas com barricadas e até monitoramento por vídeo  a coisa ficou estreita para moradores e principalmente para os policiais que nessas áreas moram. Sendo assim os policiais trataram de agir, no primeiro momento para coagir e ou até mesmo expulsar os traficantes e em seguida passaram a perceber que a população já estava doutrinada pelo medo a suportarem determinadas opressões, foi quando entrou em ação as milícias.

Cientistas políticos dizem que os milicianos são agentes do Estado agindo em causa própria e  que a “coisa” funciona mais ou menos assim:  São formadas pelos próprios agentes do Estado. É um matador, é um miliciano que é deputado, que é vereador. É um miliciano que é Secretário de Meio Ambiente. 

Sem essa conexão direta com a estrutura do Estado não haveria milícia na atuação que ela tem hoje. Isso estourou na época da ditadura militar com muita força. Em 1967 surge a Polícia Militar nos moldes atuais de força ostensiva e auxiliar aos militares naquela época. E a partir daí há o surgimento dos esquadrões da morte. No final dos anos 1960, as milícias surgiram como grupos de extermínio compostos por Policiais Militares e outros agentes de segurança que atuavam como matadores de aluguel. Esses esquadrões da morte vão estar funcionando a pleno vapor nos anos 1970. Depois começa a surgir a atuação de civis como lideranças de grupos de extermínio, mas sempre em uma relação com os agentes do Estado. Isso ao longo dos anos 1980. 

Com a democracia, esses mesmos matadores dos anos 1980 começam a se eleger nos anos 1990. Se elegem prefeitos, vereadores, deputados. De 1995 até 2000, você tem o protótipo do que seriam as milícias na Baixada, Zona Oeste e no Rio de Janeiro. Elas estão associadas a ocupações urbanas de terras. São lideranças que estão emergindo dessas ocupações e estão ligadas diretamente à questão das terras na Baixada Fluminense. A milícia surge com o discurso que veio para se contrapor ao tráfico. E esse discurso ainda cola. Só que com o tempo a população vai vendo que quem se contrapõe a eles, eles matam. E eles passam a controlar os vários comércios. 

Então a população já começa a ficar assustada e já não apoia tanto. É sempre assim a história das milícias. são várias que atuam em São Bento e no Pilar, que é o segundo maior distrito de Duque de Caxias. Tem em Nova Iguaçu, tem em Queimados. Praticamente cada município da Baixada Fluminense você tem a presença de milícias. Seropédica, por exemplo, hoje é uma cidade dominada por milicianos. Eles controlam taxas de segurança que cobram do comércio. Aqui tem os areais, de onde se extrai muita areia – e muitos são clandestinos. Então eles também cobram dali. Moto-táxi tem que pagar 80 reais por semana para funcionar. 

Pipoqueiro paga 50 reais por semana. É uma loucura. Dizem que é para a segurança, proteção, eles estão supostamente protegendo esse comércio. Mas depois controlam a distribuição de água, de gás, de cigarro, de bebida. E há histórias de assassinato de gente que não aceitou, por exemplo. Para terminar o que percebemos é que com a ausência do Estado a milícia chegou para ficar e a fratura exposta da MUZEMA, na Zona Oeste do Rio de janeiro, vai fazer com que o Estado pense em resolver mais esse problemão em que as milícias se transformaram. Com certeza vai ser uma pedreira resolver esse problema. Infelizmente.

❚ EDUARDO CEZAR, O TARJA PRETA: BLOGUEIRO / COLUNISTA NO NDM ONLINE ❚ 

Acompanhe os artigos sobre a política local no blog do Tarja Preta. Acesse Aqui!


❚ INFORME NDM ❚
GABINETE DO POVO — A Prefeitura Municipal de Magé, lançou o Gabinete do Povo no centro de Piabetá, afim de aproximar os serviços públicos da população do distrito mais populoso de Magé (6º Distrito). O Gabinete do Povo oferece um atendimento rápido e diferenciado para os munícipes. O Gabinete do Povo fica localizado ao lado da Agência dos Correios e do DPO de Piabetá, no Centro.
   
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