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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Baixada Fluminense vive clima tenso

MAGÉ - NOTICIAS DE NOVA IGUAÇU / BAIXADA - Após a ocupação da comunidade da Maré, o sentimento dos moradores da Baixada Fluminense é de abandono pelo Estado quando o assunto é segurança.

Em Nova Iguaçu, mais especificamente no bairro Caonze, os moradores há tempos sentem no cotidiano as consequências da implantação da política de pacificação nas comunidades, outrora dominadas pelo narcotráfico, da capital.

Área nobre da cidade-mãe da Baixada Fluminense, a região virou reduto de marginais, que têm no Morro da Caixa D'Água sua principal rota de fuga. Segundo relatos, no bairro são roubados de 3 a 5 veículos por dia, além de roubos a residências e pedestres.

"Eles assaltam em plena luz do dia. Tenho medo de sair de casa e também de ficar em casa. Só pedindo a Deus para nos proteger", disse uma moradora, que preferiu preservar a identidade.

Além dos assaltos cada vez mais frequentes, bailes funk irregulares têm sido realizados pela facção que atua localidade denominada de "Complexo do K11". Esses bailes, de acordo com a tenente Tábata, chefe do departamento de Relações Públicas do 20º BPM (Nova Iguaçu) teria motivado a ação policial na noite da última sexta-feira, 28, quando houve uma troca de tiros na região.

"Apesar de todas as dificuldades, vamos devolver a tranquilidade aos moradores", afirmou a tenente, salientando que o 20º BPM atuará na região durante todos os finais de semana.

Vale ressaltar que, atualmente, o 20º BPM conta com um efetivo inferior a 1.000 homens para atuar nos municípios de Nilópolis, Mesquita e Nova Iguaçu. Por esse motivo, ressalta a tenente, não é possível deixar um contingente policial na região do Morro da Caixa D'Água diariamente. Mas, ela revela que com o apoio e a participação ativa dos moradores, o batalhão conseguirá oferecer aos munícipes a segurança que tanto pedem.

Da política de segurança aos efeitos colaterais

Se a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) vem atingindo resultados positivos nas comunidades da Capital do Rio, na Baixada Fluminense a população vem sofrendo com os efeitos colaterais desta ação.

Relatos de moradores de Belford Roxo e Nova Iguaçu, principalmente nos bairros cortados pela Estrada de Madureira, apontam que grande parte dos traficantes expulsos pelas UPPs procuraram abrigo na região, onde além de circularem livremente ostentando armas de última geração, dão prosseguimento ao comércio lucrativo do tráfico de drogas e ainda expandiram seus negócios praticando outros delitos, como roubo de veículos, que teve um crescimento assustador nos últimos tempos.

"É triste falar isso, mas tinha que voltar a época dos grupos de extermínio para acabar com essa bandidagem que veio pra cá por causa das UPPs para tirar a nossa paz. O governador está simplesmente varrendo o lixo para debaixo do tapete e o tapete é a Baixada", desabafou um morador de Belford Roxo, que há 30 anos trabalha como garçom em Nova Iguaçu.

BAIXADA - JOÃO MACIEL  Notícias de Magé | E-mail noticiasdemage@gmail.com |
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