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sábado, 25 de maio de 2013

Curso de Soda em Piabetá Porque Fazer?



Brasileiros que se especializam em um determinado tipo de serviço podem ter a garantia de nunca enfrentarem o desemprego. A solda é um dos setores que oferece essa vantagem. Além de obter estabilidade, os soldadores ganham um dos melhores salários pagos atualmente nas fábricas de autopeças, sem contar que também podem atuar em outros ramos, como construção civil, obras e maquinários.

“Dificilmente um soldador fica desempregado no Japão. Com 17 anos vivendo aqui, nunca estive parado”, conta o brasileiro Ronaldo Gomes, 38 anos, que sempre trabalhou como soldador. É preciso, porém, tomar muito cuidado com a saúde, já que a claridade do ponto de solda e a fumaça podem afetar a vista e os pulmões. “Os equipamentos de segurança são essenciais, como óculos de proteção, máscara, luvas, avental e sapatos apropriados”, lembra Gomes. Hoje no distrito de Piabetá existem inúmeras ótimas opções para aprender a profissão em um curso de solda profissional.

Segundo Janete Ono, da empreiteira San Jany, localizada em Omaezaki (Shizuoka), em fábricas que não exigem experiência, o funcionário entra como aprendiz e só ganha o cargo de soldador depois de vários meses de trabalho. “Em outras empresas mais rigorosas, pode durar mais de um ano”, conta. Janete estima que um soldador sem experiência é contratado como outro trabalhador qualquer, ganhando em média 1,3 mil ienes por hora. Depois que consegue se tornar soldador, passa para 1,4 mil a 1,5 mil ienes. “A solda é o serviço que melhor paga atualmente, mas antigamente pagava ainda melhor”, afirma Janete.

Apesar desse atrativo, muitas empreiteiras não conseguem preencher as vagas porque a maioria das fábricas exige funcionários experientes. Segundo ela, pelo menos cinco empresas de autopeças com as quais a San Jany tem contrato vão precisar de soldadores nos próximos meses, em função do aumento de produção. Susumu Hozumi, da empreiteira Arc-TS, de Hamamatsu (Shizuoka), também diz que haverá mais vagas para soldadores no final do ano. De acordo com ele, esse tipo de serviço é muito comum nas fábricas de motos, na solda de escapamentos e outras peças de alumínio. “Visando as vendas para o verão do ano seguinte, as empresas começam a acelerar a produção alguns meses antes”, conta. Hozumi confirma que a experiência é um dos requisitos exigidos pelas empresas. Segundo ele, o candidato passa por um teste na própria fábrica onde pretende trabalhar, para avaliar sua capacidade. Mesmo com experiência, um funcionário pode demorar de três a quatro meses para se acostumar ao serviço. Hozumi acrescenta que os soldadores são submetidos a exames médicos a cada seis meses, como forma de prevenir doenças decorrentes do trabalho.
Como é

Sexo:
Trabalho predominantemente masculino. No setor de eletrônicos, há cargos de soldadores que lidam com pequenas peças e o serviço pode ser feito por mulheres. Mas não há aumento salarial.

Idade:
Na prática, não existe limite de idade porque nem sempre há candidados disponíveis. Um trabalhador experiente com 40 anos ou mais poderá encontrar serviço sem dificuldade.

Qualificação:
A maioria das fábricas exige funcionários com experiência. Outras costumam treinar os novatos, mas eles só passam a ganhar como soldadores depois de adquirirem experiência, o que pode demorar vários meses.

Tipo de trabalho:
O setor de autopeças é o que oferece mais vagas para soldadores. Existe a solda manual, em que a pessoa lida diretamente com a peça a ser soldada, e na solda robotizada, o operário apenas tem a função de colocar as peças na máquina e fazer o controle através de botões. Nesse caso, o salário pode ser inferior, a não ser que ele também faça solda manual. O trabalho pode ser individual (cada trabalhador opera uma máquina separada por cortinas para que o brilho das faíscas não afete o vizinho) ou de linha (as peças são movimentadas por esteiras).

Salário:
Em torno de 1,4 mil a 1,5 mil ienes por mês, no setor de autopeças. Em construções de navios, por exemplo, o salário chega a ser 30% maior. Vantagens: Estabilidade e bom salário. Desvantagens: Serviço insalubre e ambiente poluído. O funcionário é obrigado a usar equipamentos de segurança, como máscara, óculos de proteção, luvas e avental, já que as faíscas da solda podem afetar a visão e causar queimaduras. A fumaça é uma das causadoras da doença pulmonar chamada jimpai (tosse, suor, dor-de-cabeça, palpitação e outros sintomas), provocada pelo pó de ferro.


Comecei a mexer com solda logo que vim ao Japão, quando tinha 16 anos. Logo na primeira semana apareceu o serviço em uma fábrica de peças para prédios (corrimão, arco para portas etc). Entrei como ajudante, na lixadeira. Mas não demorou muito me ensinaram a soldar. Comecei com eletrodos e depois a MIG. Eletrodo é uma vareta que varia de acordo com a peça a soldar. A vareta é revestida com uma camada de gás que se desprende quando é aquecida, retirando o oxigênio do metal, fazendo com que fique concreto. Caso contrário, a solda pode quebrar. Com uma semana de treino, eu já estava grudando uma peça na outra. Mas para aprender a soldar de verdade, custou muito tempo, cerca de um ano. E tenho muito a aprender ainda.

Existem vários tipos de materiais e cada um deles exige muita prática e conhecimento. Se a peça é fina, por exemplo, precisa tomar cuidado para não furá-la. As normas de segurança costumam ser rígidas, mas eu já trabalhei em uma fábrica que mesmo usando roupa a solda queimava a pele. O problema é que eu não estava usando o avental de proteção feito de couro, porque só de vez em quando eu mexia com solda. Vendo isso deu para imaginar o que pode acontecer com o olho se a pessoa não estiver protegida. Eu gosto desse serviço, por isso aprendi de uma forma relativamente rápida. Não é muito pesado e precisa fazer o melhor possível para dar um bom acabamento na peça. Sem contar que o salário é bom. Já ganhei 1,6 mil por hora. Depois que deixei o primeiro emprego no Japão, trabalhei em fábricas onde só tinham japoneses. A principal dificuldade foi a comunicação, na hora de explicar o serviço. Na solda, é preciso saber tudo detalhadamente para não fazer errado. Já cheguei a fazer peças com defeito por não ter entendido direito.

Henrique Nunes Itoi
28 anos
de Kikugawa (Shizuoka)

O que é

SOLDA MIG/MAG
SOLDA TIG

A solda é um termo genérico aplicado à união de peças metálicas, por diversos processos, tendo como princípio transformar as superfícies de união em estado pastoso ou líquido, utilizando calor, pressão, ou ambos os sistemas simultaneamente. A solda elétrica é a mais comum nas fábricas. Dependendo do tipo de material utilizado para essa união, ela pode ser classificada como solda MIG/MAG (Metal Inert Gas) ou solda TIG (Tungstenium Inert Gas). Os processos são parecidos e empregados em vários setores industriais. Por isso, é comum que um operário saiba trabalhar nos dois campos. As três fontes diretas de calor mais comuns são chama (produzida pela combustão de um gás combustível com ar ou oxigênio), arco elétrico (produzido entre um eletrodo e as peças a soldar ou entre dois eletrodos) e resistência elétrica oferecida pela passagem de corrente entre duas ou mais peças a soldar. Na solda TIG (Tungstenium Inert Gas), o arco elétrico é obtido por um gerador de faísca (de alta freqüência) entre o eletrodo e a peça. Na solda MIG o arco elétrico é estabelecido entre o eletrodo consumível (arame) e a peça a ser soldada. A corrente de solda é alimentada via bico de contato na tocha, que é conectada ao polo positivo da fonte de corrente contínua.

Cursos:

Fazer um curso de solda pode ser útil para pessoas que estão pensando em entrar – ou já entraram – nessa carreira e também serve para enriquecer o currículo dos candidatos. Os preços variam de 26 mil a 50 mil ienes, pois dependem do tempo de duração e tipos de solda. “Muitos brasileiros têm procurado porque há muito serviço e o salário é bom”, conta Kiyoshi Yoshikawa, da Brastec, empresa que oferece cursos de solda elétrica. “Mas não é qualquer pessoa que consegue fazer o serviço. É preciso gostar”, complementa. Segundo Kenji Osawa, da Nambei, que também oferece cursos de solda, é muito importante que as pessoas sejam habilitadas para desempenhar essa função, porque é preciso ter conhecimento dos materiais utilizados e das normas de segurança. “Os riscos contra a saúde existem, mas mesmo assim muitos brasileiros têm procurado os cursos porque é uma função bem paga”, diz.


Eu já trabalhava com solda no Brasil para a Petrobras e também fui autônomo. Por isso, quando vim ao Japão não tive dificuldade de arrumar emprego nessa área. Mas aqui o trabalho é mais de precisão porque as peças são pequenas. No Brasil, eu fazia vedação de oleodutos, um serviço bem mais pesado. Desde que cheguei, há 17 anos, sempre atuei na área de solda. Já trabalhei para a Komatsu Tratores e no meu atual emprego. Existem vários tipos de solda, de vareta, arame inox, de ferro (MIG) e alumínio, dependendo do tipo de serviço. Um soldador completo deve saber manusear esses vários tipos. Eu já trabalhei em todos eles. Aqui soldamos escapamentos de motos usando arame inox. Precisa ser um serviço muito bem feito, porque a peça fica à mostra e não pode ter nenhum defeito. É mais fácil trabalhar com arame de ferro porque normalmente as peças não ficam expostas.

No Japão, acho que qualquer trabalhador pode aprender esse tipo de serviço. Mas ele não vai conseguir executar todo tipo de tarefa logo de início e não será um soldador completo. Existem vários tipos de materiais que são usados, e é preciso estudar cada um deles. Eu já cheguei a ganhar 2,2 mil na área de solda comum. Na época não existiam muitos soldadores com experiência. Para não afetar a saúde, os equipamentos de segurança são essenciais, como óculos, máscara, luva e avental. Se não usar, o trabalhador pode ter problemas na visão, no pulmão e até adquirir câncer de pele no futuro. No Brasil, existia uma norma permitindo que o soldador se aposentasse com 24 anos de serviço, para não ter sequelas depois. É uma profissão bem-remunerada, mas tem seu lado negativo também. Dificilmente um soldador fica desempregado no Japão. Com 17 anos vivendo aqui, nunca fiquei parado. Até pessoas de mais idade, 40 ou 50 anos, conseguem serviço fácil.

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