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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Compra De Votos Em Magé Problemas Para Candidatos

Por Alcir Castro - De acordo com informações do jornalista Elizeu Pires, quem comprou votos que se cuide Ministério Público Eleitoral não tem dúvidas de que dinheiro rolou solto em Caxias, Magé, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Itaguaí na eleição para vereador

As composições das câmaras municipais de algumas cidades da Baixada Fluminense definidas a partir das eleição do dia 7 de outubro podem não completar um ano. Esse é o tempo em que promotores de justiça esperam ver fora do mandato aquele vereador eleito pelo voto comprado, pago a R$30, R$50, R$100 ou com cestas básicas. Não importa o valor ou a forma de pagamento, pois o peso da lei se fará sentir com as ações de cassação de registros de candidaturas e dos diplomas dos envolvidos. Vários inquéritos estão em andamento e algumas ações já deverão ser propostas ainda em semana. Sem revelar nomes e circunstâncias em que essa prática foi verificada, fontes do Ministério Público dão conta de que, apesar do rigor da fiscalização, comprou-se e vendeu-se muito voto na última eleição, em operações suficientes para eleger uma grande bancada de vereadores mal intencionados.

No caso do município de Magé a fiscalização do TRE fez um trabalho impecável, obtendo provas contundentes da captação ilícita de sufrágios. Em alguns casos há imagens de distribuição de cestas básicas e a “boca de urna” pode derrubar alguns dos declarados eleitos e não garantir a substituição deles por suplentes do mesmo partido ou coligação, porque as ações poderão resultar na anulação dos votos, o que alteraria toda a matemática feita para a distribuição das cadeiras. O caso da micro câmera disfarçada de chaveiro de carro é o que pode ser chamado popularmente de “batom na cueca” e está sendo tratado com o rigor que a situação exige.

Na região de Miguel Couto e nas localidades de Comendador Soares e Austin, estão os pontos de Nova Iguaçu - segundo as fontes e informações passadas por alguns eleitores - onde a compra de votos foi mais ostensiva. Em Miguel Couto, revelam alguns moradores, o voto chegou a custar R$100. “A distribuição de dinheiro foi escandalosa, só os fiscais da Justiça Eleitoral não viram. Teve candidato comprando voto na maior cara de pau, colocando seus colaboradores para abordar eleitor próximo aos locais de votação em Miguel Couto”, me escreveu sexta-feira uma funcionária pública que reside na localidade.

Ainda sobre Magé, cidade que ocupou o noticiário policial pelos escândalos envolvendo políticos barra-pesada, o município pode ser chamado a partir do pleito de 7 de outubro como “terra do eleitor esperto”. Além de informações completas sobre o mercado de compra e venda de votos, existem também as que dão conta de que teve quem vendeu e não entregou a “mercadoria”. Há relatos de que teve eleitor que prometeu dar seu voto até a quatro candidatos, mas votou em um quinto e recebeu o dinheiro dos quatro.

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