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EXCLUSIVO! Hospital Moacyr do Carmo Revolta Famíliares de Pacientes

DUQUE DE CAXIAS - DIÁRIO FLUMINENSE - O Hospital Municipal Dr. Moacyr do Carmo em Duque de Caxias vem causando preocupações em pacientes e seus familiares, isso porque segundo informações dos próprios usuários a unidade hospitalar que pertence a segunda cidade mais rica do Estado do Rio não vem cuidando como deveria cuidar de seus pacientes, problemas que vão desde a limpeza  ao tratamento dos pacientes.

Mauricio, teve sua mãe internada no CTI 1 por problemas respiratórios e com o passar do tempo cerca de 80 dias sua mãe acabou tendo uma ferida, causada pelo longo período em que ficou deitada no leito. Filho da paciente Margarida Rufino que também se utiliza da rede municipal da cidade disse:

— É desumano o tratamento que dão aos nossos familiares naqueles hospital, minha mãe recebeu da família todos os medicamentos necessários para prevenir escaras, mas era preciso que a enfermagem a virassem a cada duas horas, o que não foi feito e as feridas vieram. O pior é que as enfermeiras reclamavam que minha mãe tinha que colaborar, e se virar no leito, ajuda-las. Orá eu pergunto como um paciente que só estava vivendo com a ajuda de um respirador podia ajudar? Ela não aguentava fazer nenhum movimento, estava ali justamente para receber ajuda! Explicou o filho da senhora que acabou vindo a falecer por decorrência dos problemas pulmonares em 10 de novembro deste ano.

Para Mauricio sua mãe foi bem assistida pelos médicos do CTI 1, mas segundo ele nem tudo é função do médico, a higienização dos pacientes, a alimentação e aplicação da medicação todos sabem que é de responsabilidade da enfermagem, ali naqueles hospital o grupo de enfermagem tem deixado a desejar. Outro problema relatado por ele foi que quando o médico cirurgião tirou férias não havia ninguém para substitui-lo, sua mãe precisava de cirurgia urgente pois a situação das feridas eram muito complicadas e a família foi informada que o médico havia tirado férias, e não tinha outro profissional. Ela foi operada uns 6 dias depois porque familiares ameaçaram chamar a imprensa, foi quando o médico retornou as pressas.

A reportagem do Diário Fluminense ouviu uma acompanhante que é técnica de enfermagem em tem um familiar seu internado na unidade, ela reportou as condições da higienização do local. A jovem prefere não ter seu nome citado pois é da área de saúde:

— Falta curativos para os pacientes, na unidade também falta remédios imprescindíveis para recuperação dos doentes, material de hifenização. Sinceramente, eu não vejo dedicação e compromisso com os pacientes. A higienização terminal é feita apenas com álcool, o correto seria o uso do Vercon, hiporiclorito e outros. O álcool não é utilizado para higienização de leitos com segurança, pois não consegue eliminar todo tipo de bactéria, principalmente as do CTI 1, onde as bactérias se tornam super resistentes. Finalizou a moça.

Outro problema recorrente, é quando os pacientes vão visitar seus familiares na unidade hospitalar. Ouvimos sete (7) familiares, todos eles são unanimes quanto a falta de organização dos funcionários que realizam a liberação dos visitantes para poderem ver seus parentes e amigos internados na unidade. Quase todos os dias eles alegam que nós (visitantes) não entregamos os crachás para ter acesso ao CTI 1 e CTI 2 e sala vermelha. "Na verdade os funcionários são irresponsáveis, não tem a minima organização", explicou indignada uma senhora que tem seu pai internado na unidade.

A reportagem do Dário Fluminense entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Duque de Caxias, estamos aguardando resposta do órgão para expor a versão do governo municipal.
 
 CIDADE - MAURICIO JR  Notícias de Magé | E-mail noticiasdemage@gmail.com |
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